Por Renato Pitanga
Em uma cerimônia marcada por forte emoção e prestigiada pelas maiores autoridades do estado, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJA-AM) realizou a sessão solene de posse de três novos desembargadores: a magistrada de carreira Ana Maria de Oliveira Diógenes, o juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza e o advogado Marco Aurélio de Lima Choy, que ingressou pelo Quinto Constitucional. O evento, que reuniu o pleno de desembargadores da Corte e lideranças políticas como o governador do Amazonas, Roberto Cidade, e o prefeito de Manaus, Renato Júnior, simboliza um marco de renovação e ampliação da diversidade de experiências no Judiciário amazonense.
Ritos Tradicionais e Emoção em Família
A solenidade seguiu os ritos tradicionais da magistratura, mas ganhou contornos de profunda afetividade durante a imposição das insígnias. Conduzidos ao dispositivo pelos colegas de Corte, cada um dos empossados vivenciou momentos marcantes ao lado de suas famílias na troca das togas e na entrega das medalhas e diplomas do Mérito Judiciário.
Ana Maria de Oliveira Diógenes foi homenageada por seus netos, que participaram ativamente do rito da toga.
Paulo Fernando de Britto Feitoza compartilhou o momento com seus filhos, recebendo as honrarias diretamente das mãos do presidente do Tribunal.
Marco Aurélio de Lima Choy teve a cerimônia marcada pela presença de sua mãe — que participou em uma cadeira de rodas —, de sua noiva e de seus filhos, recebendo o diploma sob a condução dos desembargadores Délcio Santos e Vânia Marques Marinho.
Trajetórias Distintas que Fortalecem o Pleno
O decano do TJAM, desembargador João de Jesus Abdala Simões, foi o encarregado de saudar os novos integrantes. Em seu discurso, Simões enfatizou que a chegada do trio enriquece o colegiado ao unir a prática da gestão judicial, o rigor da academia e a vivência da advocacia. Segundo o decano, essa pluralidade é essencial para construir uma jurisprudência sensível às realidades sociais e geográficas do Amazonas.
Ao traçar o perfil dos empossados, o decano destacou a consistência de cada trajetória:
Inovação e Experiência: Ana Maria Diógenes traz o legado de mais de três décadas na magistratura, com forte atuação no interior e na capital, além de pioneirismo no uso de inteligência artificial e planejamento estratégico para a redução de acervos processuais.
Profundidade Acadêmica: Paulo Fernando Feitoza, mestre, doutor e historiador, foi lembrado por sua sólida produção intelectual, elemento que deve qualificar os debates e a formação de precedentes na Corte.
A Visão da Advocacia: Marco Aurélio Choy, com duas décadas de atuação na OAB e o diferencial de ser o primeiro desembargador formado pela Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam), oxigena o Tribunal com a perspectiva do cidadão que busca o balcão da Justiça.
Compromissos com o Futuro da Justiça
Em seus pronunciamentos oficiais, os novos desembargadores reafirmaram suas missões institucionais e humanistas. Ana Maria Diógenes ressaltou que a toga não representa poder, mas sim um “manto de dever e serviço”, comprometendo-se com uma prestação jurisdicional inclusiva e transparente.
Paulo Fernando Feitoza relembrou as dificuldades enfrentadas pelos juízes nas comarcas do interior e reforçou sua vocação inabalável, prometendo manter as portas de seu gabinete sempre abertas ao diálogo. Por fim, Marco Aurélio Choy celebrou o Quinto Constitucional como ferramenta de democratização do Judiciário, pontuando que assume a nova função de julgador com humildade e consciência da história de 135 anos do tribunal.
A relevância do momento também foi endossada pelo poder Executivo. Ao discursar, o governador Roberto Cidade parabenizou os três novos membros e desejou-lhes uma caminhada de sucesso e dedicação exclusiva à consolidação dos direitos da população amazonense.








